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Mais a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.
_ Gênesis 3:1-7

O capítulo anterior do livro de Gênesis relata que o homem e sua mulher estavam nus e não se envergonhavam disto (Gênesis 2:25), isto porque ambos haviam sido criados para o bem, eles não conheciam o mal, não havia maldade em seu olhar ou pensamento, eles viam tudo com a inocência de uma criança.
No entanto, ao provarem da árvore do conhecimento do bem e do mal eles passaram a se envergonhar por estarem nus e produziram roupas para cobrir o seu corpo.
O homem, que antes era apenas bem, templo da vida de Deus, agora havia recebido dentro de si também a morte produzida pelo conhecimento do mal. Sua mente já não era mais sua amiga, seus olhos viam o mal em seu próprio corpo e em toda a criação e eles passaram a sentir vergonha e medo.Nesta ocasião, o homem passou a ver o mal, e então, passou a sofrer com pensamentos perturbadores que despertavam nele emoções negativas e o conduzia a atitudes equivocas e destrutivas. O homem que antes era pura essência, luz divina do Criador, agora, abrigava também as trevas, havia conhecido o EGO.
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, notável pesquisador da mente humana, desenvolveu uma famosa teoria sobre pulsão de vida e morte. Segundo esta teoria, todos os seres humanos são dotados de estímulos originados no organismo que chegam até a mente, como uma espécie de impulso energético agindo internamente que conduz e molda as nossas ações de modo inconsciente.
A pulsão de vida, seria o impulso de preservação da vida e da existência, a busca por segurança, por renovação, por saúde, por multiplicação e preservação da espécie.
Enquanto a pulsão de morte seria a redução das atividades de um ser vivo, buscando o inanimamento, o inorgânico, um caminho inverso ao crescimento que tem como finalidade a busca do próprio fim. A alimentação desequilibrada, o remoer do passado e até mesmo o suicídio seriam exemplos da pulsão de morte.
Estes dois impulsos, trabalham em oposição gerando uma dualidade e de certo modo um conflito na mente humana.
No Éden, o Espírito de Deus era a energia que se movia dentro do homem e o impulsionava a vida, o homem experimentava o verdadeiro “nirvana”, pois não tendo conhecido o ego, sua mente estava livre de ruídos. No entanto, ao aceitar as palavras da serpente e contaminar-se com o conhecimento do mal, o homem conheceu a pulsão de morte.
Jesus se refere a serpente como um ladrão, e afirma que o ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir, mas afirma que Ele veio para que o homem tenha vida, e a tenham com abundância (João 10:10). 
Em sua carta aos Romanos o apóstolo Paulo afirma que o bem que deseja fazer, não faz, porém, o mal que não deseja, este sim acaba cometendo. E ele prossegue explicando que ao fazer o que não quer, percebe que já não é ele que faz, mas sim o pecado que nele habita.
Afirma ainda que mesmo quando ele quer fazer o bem, o mal está com ele, e que apesar de em seu interior ter prazer na lei de Deus, seus membros seguem outra lei e isto o conduz a uma batalha entre o seu próprio entendimento que o prende ao pecado.
Ele termina sua declaração afirmando ser um homem miserável, que precisa ser livre de seu corpo de morte (Romanos 7: 20-24).
Esta passagem é uma clara ilustração da pulsão de vida e morte habitando no homem, desta dualidade que somos e do conflito resultante disto.
Nas fábulas, na psicanálise, na psicologia e também na bíblia, vemos relatos desta dualidade e conflito interior do homem, que para nós cristãos teve origem no jardim do Éden quando Adão e Eva receberão sobre si a pulsão de morte ao provarem do conhecimento do bem e do mal.
O livro de Mateus, apresenta uma interessante parábola proferida por Jesus, que narra essa dualidade humana e também o plano de Deus para findá-la resgatando a imagem original do homem conforme a semelhança de Deus, santa e livre da morte e do mal.
Jesus narra que o reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente de trigo no seu campo, mas que quando vai dormir o seu inimigo ladrão vai a este campo e semeia o joio. Acontece que quando o trigo cresce e frutifica, aparece também o joio junto dele. Todos então se perguntam, como pode um campo que foi semeado com trigo, produzir joio? Os servos do dono do campo planejam arrancar o joio deixando apenas o trigo. No entanto, o Senhor do campo orienta que ao arrancar o joio, o trigo também será ferido pois eles estão conectados, cresceram juntos.
Então Jesus relata, que este Senhor decide deixar ambos crescerem juntos até o dia da ceifa, e quando este dia chegar, ele arrancará o joio e o queimará, mas o trigo, ele ajuntará em seu celeiro. (Mateus 13:24-32).
Esta passagem bíblica me emociona, pois ela me enche de esperança ao revelar que nós somos a Terra de Deus, onde ele plantou boas sementes de vida (trigo), porém, houve um inimigo ladrão, que lançou sobre nós a morte (joio) e nos feriu, nos contaminou, criou conflito por espaço nesta Terra que somos nós. No entanto, existe um plano de Deus, um momento em que ele nos levará de volta para si e nesta ocasião, removerá de nós com seu fogo consumidor toda impureza (joio) e nos recolherá em seu celeiro para estarmos novamente com ele.
Haverá um dia, em que voltaremos a nossa vida autêntica, a nossa versão original, quando a nossa mente será livre do conflito e nosso corpo do peso dos erros e viveremos em plenitude, pois já não conheceremos mais o que é mal, nem seremos habitados pelo mal.
Até este dia chegar, devemos seguir alimentando a pulsão vida em nós, de modo a fortalece-la e deixar que ela nos guie.
Como nos ensina a conhecida fábula, dentro de nós existem dois lobos, o lobo do amor e o lobo do ódio, ambos lutam constantemente para assumir o domínio sobre nós. Vencerá a batalha aquele que alimentarmos mais. Alimente o amor dentro de você!

Versículo para memorizar:
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.
_ 1 Coríntios 13:13

Perguntas para reflexão:
- Qual ser tem sido mais alimentado dentro de você? Sua essência ou o seu ego?
- O que você pode fazer de diferente a partir de hoje, para alimentar com maior intensidade a sua vida espiritual de forma a fortalecer a imagem de Deus em você?

Oração:
Deus, nosso Pai. Que a cada dia nesta minha jornada aqui na Terra, eu caminhe para mais perto da sua presença e que o meu espírito seja fortalecido pela Tua presença e pela Tua palavra a fim de que a minha vida espiritual prevaleça sobre o meu ego e assim os frutos do Espírito sejam manifestos em minha vida. Amém!

Declaração de Fé:
Eu sou um ser espiritual, Deus plantou boas sementes em mim e qualquer característica negativa que eu possa identificar em meus pensamentos, sentimentos e comportamentos, não refletem quem eu sou de verdade, mas apenas o conflito interior que vivo nesta Terra.
Porém, haverá um dia, em que retornarei ao Criador e todo o bem que sou será manifesto sem nenhuma interferência do mal!



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